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Postagens

Caderno de Crônicas

  Dácio Melo (filho de Mestre Walter) Eu nunca fui bom de papagaio. Quando os ventos gerais chegavam, todo mundo corria à procura dos artesãos, dos craques na feitura dos surus, lanciadores, curicas, surus de besouro nas mais variadas cores. Me lembro bem do Tete e do Cebola. Embora não sendo bom na empina, sempre estava participando da brincadeira. Segurando o papagaio pra levantada de vôo, passando o cerol na linha e depois me juntar a turma na expectativa da queda bonita de alguns surus cortados. Na ânsia de comer linha, varávamos cercas de quintas e quintais sem respeitar nada. Lembro-me bem, ali nas imediações da galeria abaixo da rua do fogo, o suru tinha caído no quintal dum carroceiro muito brabo, nós pulamos a cerca afobados pra comer linha e o dono da casa correu pra ver que zoada era aquela no seu quintal. Foi olhar pra nós e gritar bem alto, com raiva,  "me traz o facão aí, muié, ligeiro!".   Rapaz, nunca vi nêgo pular cerca de arame tão depressa como naquele ...
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Dispersão POÉTICA

  Mamãe  Minha mãe, poeta, como está linda ela menina do tempo que nasci, chega se atina.

Tempo da Quaresma

  Quarta-feira de Cinzas marca início da Quaresma em Floriano Fonte: FlorianoNews Imagem: FlorianoNews Igreja Matriz São Pedro de Alcântara No dia 18 de fevereiro, a Igreja celebra a Quarta-feira de Cinzas, dando início ao tempo da Quaresma — um período de oração, jejum e conversão que convida os fiéis à reflexão sobre a fragilidade humana e à necessidade de voltar o coração para Deus. Em Floriano, as paróquias prepararam uma programação especial com celebrações da Santa Missa e imposição das cinzas na Matriz Paroquial, nas comunidades urbanas e também no Santuário Diocesano. A data é tradicionalmente marcada pelo jejum e abstinência, sendo considerada um dos momentos mais fortes do calendário litúrgico católico.   Na Catedral São Pedro de Alcântara, além da celebração da Santa Missa às 19h, haverá às 18h o lançamento da Campanha da Fraternidade 2026, que traz como tema “Fraternidade e Moradia”.   Confira a   programação   nas   paróquias :   Paróquia ...

Maria Serva de Melo

 Beleza e Empatia Antes Essa é a nossa querida tia Maria Serva de Melo, irmã do Melo e do mestre Walter, trabalhou nas Casas Pernambucas, Coheb e sempre nos proporcionando bons ensinamentos. Com o tempo, foi morar em São Luís, a Ilha do Amor, com a família de tio Walter, onde foram vencer na vida. O tempo que viveu deixou um legado importante para todos, nos deixando para sempre a sua vibração, confiança e otimismo na vida e no futuro que queríamos para nós,

Memória do Futebol

 Chicolé e suas histórias  CHICOLÉ - TINHA UMA POTÊNCIA MUITO GRANDE NO SEU CHUTE! ( Na foto ao lado, Chicolé é o ponta esquerda, quando jogava pelo Comércio em 1967 ) Os dois dias do mês de Junho do ano de 1948, na cidade de Floriano à Avenida Eurípides Aguiar, próximo ao Hospital Miguel Couto, o único da época, nascia um garoto robusto, filho de Lourival Xavier Lima (fiscal do BB / in memorian) e de dona Yolanda Primo Lima (doméstica do lar / in memorian), que mais tarde recebeu na pia batismal o nome de FRANCISCO CÉSAR LIMA. Tendo como irmãos - Leda, Valdir, Pompeu, Almerinda, Péricles, Rômulo e Maria do Socorro. É casado com dona Marilena, professora e mãe de três filhos: Robledo, Rebeca, Renata e um casal de netos, Layla e Ayslan. Chicolé (o estilista) tinha um estilo clássico de jogar, mestre na bola com a perna esquerda. Jogando, parecia que deslizava no gramado em câmara lenta, mas tinha um pique e o chute certeiro e forte, que decidiam muitos jogos em gramados de Flor...

Faleceu Dona Raimunda

Faleceu, recentemente, a Dona Raimunda , que morou muito tempo ali na rua José Coriolano no cruzamento com a rua João Chico . Era a mãe dos nossos colegas de infância da rua o Zé (já falecido), Raimundo e o Zé do Egito. Era conhecida carinhosamente como Dona SIAMUNDA, era sorridente e comunicativa com os vizinhos. Mamãe que hoje tem 94 anos adorava conversar com ela sobre os assuntos do dia. Que Deus a abençoe e a receba na Santa Glória do Dos céus.

Histórias que o povo conta

  s Rapa-Cuias Colaboração: Dácio Borges de Melo (*) Quem anunciava a chegada do inverno eram as rapa -cuias. Pequenas pererecas de olhos esbugalhados, ágeis no pular e muito simpáticas. Seu cantar parecia o raspar de uma cuia. Daí o nome. Era uma graça, vê-las pulando de parede a parede. Tinha por elas um enorme carinho.   Aos primeiros cantos das rapa-cuias, todos diziam: ó, a chuva tá chegando.   Dácio Borges de Melo Um dia perguntei pra Mamãe: Como é que ela faz tanta zoada ? E ela disse: É que elas tão raspando a cuia. E pra que? - Perguntei, admirado. É pra guardarem água da chuva. Eu disse: e é? É, pra depois, quando a chuva passar, elas ficarem tomando banho de cuia. E quando a cuia secar? - Perguntei. Aí ela torna a cantar pra chuva  voltar.   Ainda procurei por um tempo, por entre telhas e paredes a cuia das rapa-cuias. Nunca encontrei nenhuma.   Mas o bom mesmo era correr pelas ruas, todo mundo saudando a chuva gostosa que chegava.   Todos d...